Aventurando-se em línguas estrangeiras: histórias dos Hermanos em terras brasileiras

 

EMILIA-JOSEFINA

 

As estudantes argentinas de PLE (Português Língua Estrangeira) Maria Emília Facciotti, de 16 anos, e Maria Josefina Facciotti, 14 anos, moram em Belo Horizonte desde Janeiro de 2013. Mudaram-se por uma demanda de trabalho da família e agora nos contam suas experiências no país de vizinho. O contato com a língua portuguesa começou ainda na Argentina, em setembro de 2012.

Quando vocês começaram a estudar o Português?

Começamos na Argentina em Setembro d

e 2012, mas as aulas eram muito diferentes.  A professora era argentina e o conteúdo era muito formal e mais teórico. Ao chegarmos aqui, até estranhamos o português com sotaque mineiro que as pessoas falam todos os dias, muito diferente daquele que nos foi ensinado.

Como estudar a língua ajudou no processo de integração e socialização no novo país?

No começo, apenas o que já sabíamos não era suficiente, porque não estávamos acostumados a falar e escutar brasileiros. O sotaque a velocidade da fala deixavam tudo mais complicado. Os primeiros dias na escola também foram um pouco difíceis porque não estávamos muito a vontade para falar o idioma. Além disso, os adolescentes aqui falam de maneira muito diferente, com gírias e expressões próprias. Com o tempo, em três meses mais ou menos, já entendíamos melhor a língua.

Vocês pretendem continuar a estudar a língua ao voltar para a Argentina?

Sim! Porque gostamos de idiomas e queremos estar preparadas para o futuro. É importante conhecer outras línguas e costumes, é bom para a carreira.  Além do português, estudamos Inglês e consideramos o Brasil um país com muitas possibilidades de emprego no futuro.

 Vocês gostariam de aprender outro idioma além destes?

Sim! O Francês. É uma língua bonita, sonora e delicada.

Durante a estadia de vocês aqui, houve algum mal entendido por causa da língua? Alguma coisa engraçada de que se lembrem?

Uma amiga argentina nos contou que quando chegou ao Brasil, não falava absolutamente nada do idioma e passou por uma situação muito incômoda e engraçada ao mesmo tempo. Ela conheceu uma decoradora brasileira que se ofereceu para ajudar na decoração de sua casa. Sem entender o que a brasileira estava falando, mas percebendo que era uma pergunta, ela disse que sim. Então, um belo dia, a decoradora apareceu em seu endereço, com toda sua equipe. Ela não entendeu nada, apenas viu que precisava pagar uma conta altíssima por um serviço que ela nem precisava. Seu marido ficou nervosíssimo, mas não havia o que fazer, o trabalho foi feito e eles precisaram pagar por tudo. Aprender a língua portuguesa fez muita falta para este casal!

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